Não pegue no colo outro bebê que não seja o seu

Não gosto que peguem meu bebê no colo

… a não ser que sejam os pais quem te peçam ou o próprio bebê queira.

 

É isso mesmo. E isso vai dirigido a você que está lendo agora mesmo estas linhas e a qualquer pessoa, seja ela a avó, o tio, a prima, a cunhada, o amigo ou a vizinha. Dá no mesmo quem seja.

 

Fico abismada com a quantidade de braços diferentes que passa um bebê cada dia! Ou em questão de minutos!

 

Há uns dias tive a oportunidade de assistir a um episódio lamentável para mim e estressante para um bebê de apenas 3 mesinhos.

 

Era um evento social onde todos nos conhecíamos. O coitado estava aconchegadinho e tranquilo no colinho da sua mãe quando de repente veio uma conhecida dos pais e sem nem pedir permissão, ainda que com a melhor das intenções, arrancou o bebezinho dos braços da mãe. Notei perfeitamente a expressão de desconcerto dela, que meio sem graça, sorriu forçozamente.

 

Aos 5 minutos, se aproxima outra conhecida e pega o bebê também. Sacode para um lado, para o outro, beijos e mais beijos e acaba passando ele para um amigo dos pais. Nana para aqui, nana para ali, bebê para cima e para baixo… Agora é a vez da vizinha. A mãe já estava inquieta, coloca as mãos no bolso e a esperar que lhe devolvam de uma vez o seu filho.

 

Esse pobre bebê de escassos 3 meses, em questão de minutos passou por 4 colos e teve que aguentar um monte de rostos, cheiros e vozes diferentes. Porque a coisa não ficou aí nessas 4 pessoas já que além de pegar ele no colo, o levavam para mostrar a outros vizinhos e completos desconhecidos do bebê como se fosse um troféu.

 

Se eu já estava angustiada vendo o episódio desde fora, imagine essa mãe! E o bebê já nem se fala.

 

Gente, pelo amor de Deus! Não peguem bebês alheios no colo. Vamos acabar com essa mania chata e prejudicial para a díade mãe-bebê.

 

Para você, os pequenininhos são irresistíveis e te dá uma vontade louca de tocar, beijar, cheirar e amassar esse serzinho delicado e gostoso? Pois se aguente. Assim de radical mesmo. Você é uma pessoa adulta e sensata e deveria saber reprimir certos desejos.

 

Nem esse bebê nem essa mãe têm porque aguentar essas coisas para que você satisfaça a sua vontade.

Mas aí você pensa: “A mãe não se negou e ainda sorriu encantada e o bebê estava tranquilo, nem chorou”.

Tenha certeza que quase nenhuma mãe vai protestar. Por educação, vergonha e porque todas sabem que isso se faz com as melhores das intenções. Acabam aguentando com um sorriso nos lábios e torcendo para que lhe devolvam logo o seu filhote.

É certo que há mães que não se importam mesmo. Mas isso é porque não são conscientes do quanto prejudicial e incômodo é para um bebê.

 

Vamos nos pôr no lugar de um bebê:

Eles passam os 9 primeiros meses de vida dentro da mãe.

É a única voz clara que escutam. Não veem nada e o único sabor e cheiro é o do liquido amniótico.

 

Nascem e tudo é novo (e assustador). O único que reconhecem é a voz e o cheiro da mãe. Pouco a pouco, também os do pai. Mas tenha certeza de que o colo preferido deles é o materno. Assim estão programados pela natureza por supervivência.

 

Então imagine um bebê que está tão tranquilo e no melhor e mais seguro lugar do mundo para eles e de repente… o arrancam daí sem mais nem menos.

 

Rosto, braços, cheiro, voz… tudo diferente. Ele não entende nada. E se angustia. Tenha certeza de que se angustia. Ainda que não pareça, ainda que tenha expressão de tranquilidade. Aos bebês, lhes resulta estressantes coisas relativamente pequenas. O que para nós nos passa despercebido, para eles é um mundo!

 

Para esse pequeno e primitivo cérebro, a separação da sua mãe é sentida como um perigo, uma ameaça. E então manda o sinal para começar a fabricar o hormônio do estresse: o cortisol.

 

Como age o cortisol?

O papel do cortisol consiste em manter a alerta em situações que são vistas como um perigo ou ameaça para nos ajudar a atuar. Porem, é prejudicial se o produzimos em grandes quantidades e de forma contínua no tempo.

 

Isso, ainda por cima, provoca uma reação que pode diminuir a capacidade de resistir às infecções, baixando as defesas do corpo, já que o cortisol age como um potente imunodepressor. Dessa forma, se é mais susceptível de padecer alergias.

 

Os especialistas indicam uma relação clara entre esse hormônio e um deficiente desenvolvimento cerebral, podendo afetar o coeficiente intelectual assim como gerar problemas futuros associados à ansiedade, falta de autoestima, transtornos de aprendizagem e do sono, déficit de atenção, depressão e hiperatividade.

 

Mas já fora isso… sempre queremos o melhor para os nossos filhos, não é mesmo?

Só a ideia de que não estão se sentindo bem, de que estão incômodos ou mal nos desagrada e entristece. Estamos sempre buscando o bem-estar dos filhos.

Então, vamos evitar estas situações estressantes para eles.

 

Como remediar situações de estresse para o bebê?

Como podemos saber se o neném está se estressando ou passando por um momento desagradável?

Fácil. EMPATIA!

Vamos nos colocar no lugar do bebê, na sua imatura cabecinha. Dessa forma podemos entender que eles sabem muito pouco deste mundo. Que o único conhecido somos nós, as mães. E até bem pouco, os pais. Os avós, os tios, a amiga, vizinha e demais podem até chegar a ser caras conhecidas se visitam muito frequentemente o bebê, mas não são de confiança deles, acredite.

 

Não existe isso de “tenho direito de pegar ele no colo porque sou da família, parente”. Esqueça! Você, adulto, não tem direito nenhum sobre ele. Nenhum! Ao contrario. Você deve respeitar o direito dele sobre o seu próprio corpo, o seu EU.

 

Só porque são seres pequenos, mais débeis que nós, que não sabem expressar as suas vontades, fazemos o que queremos com eles? Não, não e não. Ante tudo, respeito!

 

Então, como devo agir ante um neném se não sou a mãe ou o pai?

  • Espere que os pais lhe ofereçam quando precisar que alguém o segure para que eles possam ter as mãos livres por qualquer motivo.

 

  • Pode brincar com o bebê sem tirar ele do colo dos pais. Mas não seja brusca. Fale com ele baixinho, não faça movimentos bruscos, evite perfumes fortes.

 

  • Pode dar um beijo, mas que seja na cabeça. Nada de beijar as mãos ou bochechas.

 

  • A partir dos 5 ou 6 meses eles podem começar a manifestar a vontade de ir ao colo alheio. Comece sempre falando com ele, sorrindo, mantendo o contato visual… Crie confiança. Depois de um tempinho prove com chamar ele com os braços para que venha com você. Se ele fizer um gestinho de estirar os braços ou se colocar para frente, pode ser que ele esteja aceitando ir ao seu colo. Pegue ele devagarinho. Se notar o mais mínimo sinal de que ele recua ou fica nervoso, deixe ele onde estava. Mais adiante já haverá a oportunidade.

 

  • Mesmo que o bebê mostrar que quer ir com você, peça sempre permissão aos pais antes de pegá-lo no colo.

 

Como mãe, como devo agir?

É difícil… Esta sociedade não entende que os bebês, por mais pequenos e vulneráveis que sejam são pessoas com direitos.

 

Talvez, explicando com jeitinho tudo isso ou dizendo que seu neném é sensível e que se assusta se vai com outras pessoas, deveriam entender e respeitar. E se não é assim é porque são pessoas que não valem a pena e que você deve se afastar.

 

Um conselho que te dou, mamãe: não ofereça seu bebê para que carreguem no colo se não é porque você precisa de verdade.
Tweet: Não coloque a vontade do adulto por cima da necessidade da criança @canalmaternal

Não coloque a vontade do adulto por cima da necessidade da criança.

 

Pense que realmente para eles somos o único que têm, o único no que eles confiam. Somos o cantinho de tranquilidade e segurança deles.

Temos o dever de velar pelo bem-estar dos nossos filhotes.

 

Quer um truque? Ande com ele numa mochila porta-bebês, um sling ou qualquer dispositivo ergonômico para levar os bebês coladinhos com você.

É bom para ele, que fica feliz da vida por estar sentindo o seu coração e é bom para você, que não precisa ficar carregando com os braços ocupados.

Assim dificulta que peguem ele sem prévio aviso e você evita ter que ficar se justificando. Essa é a estratégia que eu utilizava. Hehehe 😉

dr-sugiyama-font

 

 

O que você pensa sobre isso?

Já sabia tudo isso do estresse nos bebês em colos alheios ou ficou surpreendida e só refletiu agora?

Você é das que não são capazes de dizer nada quando alguém pega o seu bebê sem mais e fica angustiada esperando que te devolvam logo ou explica às pessoas que não devem fazer assim?

Estou doida para saber o que você pensa disso e como atua ante essa situação.

Deixa aqui um comentário para a gente debater.

 

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20 Replies to “Não pegue no colo outro bebê que não seja o seu”

  1. E quando a mãe só usa esses argumentos quando está com a família do pai da criança, ignorando-os quando é a sua família a pegar?

    Não acha que pode estar a exagerar um pouquinho? Um bebé de 3 meses já interage e sabe responder com choro quando se sente incómodo, caso não goste do colo da avó ou de outra pessoa que tenha gosto em pegar. Ou não?

    Eu certamente passei de colo em colo e aqui estou.

    É preciso ter cuidado quando se fazem estas afirmações como se fossem verdades científicas, pois levam a extremismos sem necessidade e acabam causando maiores problemas e até dificuldades de relacionamento.

    1. Oi, Migsan! Obrigada pelo comentário. É sempre bom debater e trocar opiniões e experiências.
      Bem… sobre que a mãe utilize esse argumento para não deixar outras pessoas pegarem o bebê no colo eu penso o seguinte: o bebê é da mãe e do pai e são eles e só eles que devem decidir o que fazer com o filho. São os únicos que realmente tem direitos sobre a forma de criar o bebê, qualquer outra pessoa deve respeitar o que eles decidam. Acho que uma mãe/pai não tem porque utilizar nenhuma justificação para evitar que peguem seu bebê no colo se eles não quiserem. Devemos respeitar. No post, é disso que eu falo: de respeito, não só à a mãe (e menciono só a mãe porque este blog é para mães), mas sim e sempre respeitar a criança como pessoa que é. Por isso, digo que é importante sempre pedir permissão à mãe para pegar e em caso de bebês a partir de 3 meses (que já interagem, como você mesmo/a disse) também pedir permissão. De que modo? extendendo os braços ao bebê e observando se ele se encolhe como recusando o colo ou se joga para você. Não custa nada.
      O tema do estresse crônico e secreção de cortisol que estão ligados aos problemas que menciono, é uma verdade científica. Um bebê que está constantemente passando de braço em braço experimenta níveis consideráveis de estresse, ainda que não tem capacidade de nos informar desse mal-estar. Logicamente, momentos pontuais de estresse não vão ter muita influencia, mas só o fato de saber que o bebê se estressa ao passar de braço em braço nos deve fazer refletir, já que deve prevalecer o bem-estar dele frente ao do adulto. Se quiser saber mais, procura artigos científicos do obstetra Michel Odent, a psiquiatra infantil Ibone Olza, a psicóloga infantil Rosa Jové, o Pediatra Carlos González, por exemplo.
      Minha missão é criar consciência, depois, cada um na sua casa faz o que melhor lhe parecer e bem feito será, já que na criação de cada bebê são os pais quem decidem.
      Um abraço.
      Daniela Glez.

  2. Ótima reflexão!! O problema é que não somos educados a respeitar as pessoas em geral, piorou uma criança que sequer fala. Precisamos fazer esse trabalho de formiguinha de tentar sensibilizar as pessoas que bebê/ criança também é gente e tem sentimentos e tem coisas que mesmo inconscientemente vai marca- Los pela vida inteira.Por mais empatia!!!
    Sucesso Daniela!!

    1. ❤ Um abraço!

  3. Acho que tudo deve ser ponderado. Entendo que as mães (pq os pais são mais light nesse quesito) tem toda razão quanto a pessoas doestes e de ficar de braço em braço, mas ao mesmo tempo essas mesmas mães reclamam quando os avós e tios tem mais afinidade com um neto/sobrinho que o outro. O amor e a afinidade é construída dia a dia, não adianta depois de meses e até ano querer construir algo que foi proibido ou boicotado no início.
    Acho que ao mesmo tempo que protege, também prejudica a criança, pois amor, afinidade, afeto, empatia são construídos com a convivência, mas é se não temos Convivência, como fica????

    1. Ana, no artigo me refiro a bebês pequenos e não digo que está proibido pegar os bebês, senão que devemos pedir permissão, tanto aos pais como ao bebê (que por linguagem corporal podemos saber se quer ou não os braços). É una questão de respeito e prioridades. Agradeço sua opinião ❤
      Bjs com carinho,
      Daniela Glez.

  4. Excelente texto, concordo com tudo que vc disse. Mas, infelizmente as pessoas não entendem e respeitam isso. Nem bem o bebê nasceu, já vao a maternidade e querem pegar o bebê que está dormindo, descansando. E a mãe tentando assimilar tudo de novo, com vontade de descansar, de curtir o bebê naquele momento, que deveria ser só deles. Depois que vai para casa começam as visitas sem noção que tem a capacidade de irem ao quarto tentarem acordar o bebê e ainda pior, pegá lo no colo dormindo. O coração de mãe fica pequeno, a vergonha de falar a nossa verdade. Mas, nem consigo disfarçar a insatisfação. As pessoas precisam entender que bebês são lindos, mas, não são para seu prazer. Eles e suas mães merecem respeito. Por favor, não peçam para pegar bebês alheios. Nem sequer toquem nos bebês alheios, no máximo brinquem e observem sua beleza e inocência. E isso incluem os familiares, que são os piores. E atualmente tem também as fotos, aquelas luzes horríveis incomodando os bebês, a exposição em redes sociais. Mais noção e respeito por favor!!

    1. Oi Nívia! Você falou tão bem que só me resta aplaudir de pé!!!!!
      Um abraço forte e muita paciência .

  5. Olha, recentemente fui a um aniversário com meus pais, as amigas da minha mãe vinham e pegavam minha filha às vezes sem pedir! Minha bebe tem 7 meses e é muito apegada a mim, teve outra que pegou sem nem pedir, tomando ela dos meus bracos… Minha cara de insatisfação era nítida! Falei que ela estranhava é uma delas ficava falando assim: olha como ela tá chorando, estranhando… (minha neném com cara de desconforto) e a mulher sacolejando ela pra não chorar…
    Como trabalho com minha bebe junto (graças a Deus posso) os clientes chegam e pedem pra pega-la, hoje já sou bem ríspida… Olha não gosto! Direta e reta… As pessoas são muito sem noção, quer um que façam! Minha pequena tem dificuldade pra dormir e eu quem sofro com isso… Fora que chegam da rua e sabe Deus onde pegaram… E se pegarem vão querer beijar até dizer chega (se já pedem pra pegar sem conhecer imagina, beijar e o mínimo que farão). Dou um não bem redondo a pessoa fica até desconcertada, mas falo sorrindo (meio irônica? Completamente, mas as pessoas precisam se tocar!

    É fofura extrema? Simmmmmmm
    E outra coisa, muitas pessoas terem energia muito pesada e acaba passando pra criança, além de todos os riscos contagiosos…. Tem o espiritual como falam quem vê cara não vê coração…. Sempre cai para o mais fraco…
    Então hoje falo não sem pesar! Evito de sair pra não ficarem em cima também.

    Me refiro a pessoas que não farão diferença na vida da minha filha… Na maioria das vezes pessoas que nem conheço!

    Ps: adorei o texto!

    1. Uau!!!!! Admiro a sua asertividade! Parabéns por saber defender os direitos da sua filha.
      Continue assim!
      Beijo enorme, Nanda.
      Daniela.

  6. Meu Deus! Nunca ninguém descreveu tão bem o que eu penso! Nossa! Como é difícil das pessoas entenderem que não custa nada pedir a mãe a permissão se pode pegar o bebê antes de sair arrancando do colo. É desesperador ficarmos olhando uma pessoa Qualquer que seja que pega nosso bebê e sai desfilando enquanto ficamos ali,de mãos atadas implorando para que devolvam logo ou até querendo sumir, pra se livrar desses comportamentos!

    1. Isso mesmo, Bruna, não custa nada, não é? Um gesto simples, mas que as mães agradecemos.
      Beijo enorme.

  7. Esses dias veio uma conhecida aqui em casa com a irmã dela, vieram entregar uma encomenda e uma pediu pra lavar as mãos pra pegar o bebé no colo… Minha filha tem 1 mês e meio, ela não pediu, avisou que ia pegar… Eu sorri e deixei, fiquei sem graça de dizer não, ela pegou, balançou, beijou, amassou, e eu já estava passando mal de nervoso… Depois virou pra irmã dela e disse pra ela lavar as mãos pra pegar na bebe, mais uma vez não pediu, não perguntou… Minha bebe já tava stressada e por fim começou a chorar… Foi tão angustiante pra mim 😔

    1. Que triste que as pessoas não sejam capazes de fazer uma simples pergunta antes: “Posso pegar o bebê no colo?” Não custa nada e nós, mães, agradecemos de coração.
      Um abraço forte.
      Obs: você se chama como a minha filha 🙂 Nome lindo!

  8. Puxa vida que benção encontrar esse texto e pessoas que pensam como eu…Minha bebe tem 1 mês e parentes queriam tirar foto,criar Instagram…sem contar que queriam ficar vindo na minha casa pra pegar a bebê que eu tinha acabado de fazer dormir…concluindo…por eu proibir tudo isso fiquei com fama de chata,paranoica esquisita…Será que tentar preservar seu filho no primeiro ano de vida dele é pedir demais!? Será q se vc não expõe em redes sócias vc é tão esquisita !? Acredito em energia e o bebê é mto novinho pra aguentar tanta coisa,depois quem sofre somos nós mães enquanto todos dormem.

    1. Cris, você está muito certa!
      Continue defendendo assim sua filha enquanto ela nao puder se defender sozinha.
      Um beijo enorme e todo o meu apoio.

  9. Minha filha tem apenas 8 meses de idade e ela está mais grude que um chiclete comigo, porém quando ela quer o colo de alguém ela se joga , e eu com certeza deixo por que respeito independentemente quem for essa pessoa …
    mais se ela não quer ir , ela recua , as vezes chega a me beliscar por que não quer ir , e mesmo assim a avó paterna a pega no colo …
    ainda sim com ela de costas … e ela claro , emite o choro desagradável e eu a pego …
    porém todos sabem como ela é , não gosta de barulho , não vai com gente estranha , não é uma menina dada como a maioria das crianças , e eu respeito isso dela , e não gosto , mais em um certo aniversário , eu neguei que pegassem minha filha pois eu acho que o melhor colo onde ela poderia estar quando ela estiver em um lugar onde não está acostumada é o da mãe …
    Tentaram pegar ela a força do meu colo , o pai dela praticamente veio para cima de mim com ela no meu colo , só por que eu queria ver como seria a reação dela …
    ela não convive com a família paterna , só vê apenas de 15 em 15 dias e uma vez por semana sai na cidade onde eu moro . em casa ninguém pega ela se ela não quer ir …
    e eu não quero discutir novamente com a família do pai dela por que lá para eles , Eu não amo a minha filha e uso ela …
    mais eu apenas respeito ela … e eu quero saber que atitude deveria tomar em relação a eles …

    1. Gabriela, você respeita a sua filha como pessoa que é. E tem toda a minha admiração.
      Sempre Vai ter quem se incomode, mas o que é mais importante? O bem-estar da sua bebê ou outras pessoas adultas? Acho que você tem bem clara essa questão. E isso te honra.
      Com educação e carinho sempre podemos explicar as coisas e se acharem ruim, deixa lá… Sua filha não pode se defender sozinha e vc defende ela muito bem.
      Ah! E quando aconteceu esse episódio você comenta que ela tinha 8 meses. Você sabia que aos 8 meses é quando os bebês se dão conta de que não são uma extensão da mãe (ou outro cuidador habitual)? O bebê começa a perceber que é uma pessoa separada do corpo da mãe e por isso se assustam tanto quando arrancam eles dos nossos braços. Morrem de medo de nos perderem.
      Beijo grande e continue defendendo a sua filhinha assim de bem.

  10. Meus Deus quanta nutellice, chega me deu horror… Eu sou tia de uma RN, e a mae sempre me passa pra eu segurar, pois ela tem coisas pra fazer e nao é que nem essas patricinhas q podem se dar ao luxo de ficar impo do o certo e errado das coisas. A bb fica no colo da tia, da avó e do avô, pois aqui nos ajudamos! Ela fica tranquila sim no noßo colo, e tb fica no da mãe, estranha o colo de todo mundo e ate da mae tb… enfim desde que chegou é assim… Essas pessoas tinham q parar de ficar impondo oq é certo e oq é errado, pois em cada grupo social é uma coisa e bbs se acostumam.

    1. Oi Tainá!
      Como você mesma menciona, cada bebê é um mundo e, se a mãe e o bebê aceitam, onde está o problema? O problema é quando há falta de respeito, seja cara a mãe (sem perguntar, precisamente impondo tirar o bebê dos braços dela) ou cara o bebê que estava tranquilo e que em colo alheio fica nervoso. Ou até mesmo etiquetando algumas mães por pensar ou agir diferente da gente. Tudo isso é falta de respeito.
      Aqui ninguém impõe nada, somente se dá a informação e cada um avalia o que é melhor no seu caso concreto.
      O que sim tenho claro e que devemos ter todas as mães é que logicamente ninguém deve impor nada sobre você e seu bebê, e nesse caso é justo o que menciono: o respeito. Sempre! Inclusive quando temos uma opinião diferente de alguém.
      Um abraço.
      Daniela.

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