Ter filho é igual a não ter tempo?

Antes de ter filhos, temos todo o tempo do mundo! Mas mesmo assim achamos que não.

Parece que o dia passa rápido, que as horas não chegam para fazer tudo o que tinha planejado.

Nos queixamos da falta de tempo.

Até que temos o primeiro filho… e nos queixamos mais ainda!

 

Quando uma amiga que ainda não é mãe reclama de falta de tempo, você pensa por dentro: “Como pode se queixar? Essa não sabe o que é não ter tempo.”

 

Quando nasce o primeiro filho as atenções são exclusivas para ele. Nosso tempo livre é 100% dele. O primeiro filho tem sempre vantagens sobre os seguintes.

 

Queremos exercer de mães perfeitas e voltamos todos os nossos esforços em criar da melhor maneira possível. Temos tempo para isso e mais.

Ainda que achamos que não temos tempo para nada!

O caso é que antes todas as horas do dia eram para nós mesmas e agora temos que dividir essas 24 horas com o cuidado de um bebê, que não é pouco!

 

Tudo é novo e nos custa horrores nos adaptar. Não se desespere. Isso é passageiro.

 

Pouco a pouco, vamos encaixando as tarefas, vamos nos organizando, estabelecendo rotinas e conhecendo melhor essa pequena pessoinha que nos rouba tantas horas do nosso dia.

 

Então, tudo vai fluindo paulatinamente e quando colocamos a vista atrás é quando percebemos que as coisas melhoraram, que já não é tudo uma loucura, uma correria, um caos. Soubemos nos adaptar e já somos craques nisso de maternar!

 

As coisas melhoraram, mas ainda assim pensamos que não temos tempo. Até mesmo nos atrevemos a criticar a outras mães por achar que não agem com os filhos como (nós achamos que) deveriam.

Bendita ignorância!

Quando somos mães de primeira viagem começamos com muitas dúvidas, mas se durante a gravidez lemos um pouco, nos informamos minimamente, já achamos que sabemos muito. E criticamos. Criticamos as mães de segunda ou terceira viagem por não criar “certinho” como nós. E eu declaro a “mea culpa”.

 

Todas passamos por isso… até que vem o segundo!

 

Aaaaah, amiga! Agora é que a coisa vai se animar!

 

É certo que já temos a prática que adquirimos com o primeiro, mas agora sim entra em jogo o tempo de verdade. E mais ainda se o mais velho também é pequeno, se é dependente.

 

E pensamos: “Eu achava que não tinha tempo antes mas tinha e muito. E não sabia!”

 

Tentamos criar igual que o outro, mas a coisa se complica.

E é aí quando nos lembramos dessas mães de 2 ou de 3 que criticamos alguma vez e agora sim entendemos porque não faziam tudo “certinho”. É que não dá mesmo!

 

Como atender imediatamente um bebê quando temos uma criancinha pequena que ainda precisa e muito da nossa atenção, dos nossos cuidados? Vai ter que repartir mesmo as atenções. Não há mais remédio.

O caso é saber o que é prioritário.

Vamos imaginar a seguinte situação:

  • O bebê está chorando no berço.
  • O mais velho caiu da cadeira e está se acabando de chorar.
  • O telefone está tocando.
  • E você está passando a roupa a ferro.

O que fazer? O que atender primeiro?

  1. Deixa o ferro de pé para não queimar a roupa. A roupa pode esperar.
  2. Dá uma olhada no bebê. Não é nada imediato? Então pode ser que esteja incômodo, com a fralda muito cheia, com fome… Isso pode esperar um pouquinho.
  3. Vai ver se o mais velho está bem. Se não é nada urgente, dá um beijinho, um miminho rápido e faz ele esquecer o acontecido distraindo de alguma forma. Por exemplo, chame ele para te ajudar com o bebê que está chorando. Diz que com certeza deve ser porque o irmão quer ver ele. Isso não falha!
  4. Atenda o bebê. Troque a fralda, dê de comer, pegue ele no colo…
  5. Deixa o telefone tocar. Isso não é prioridade. Se for importante, com certeza vão ligar de novo.
  6. Vai acabar de passar a roupa.

 

Temos que aplicar o sentido comum.

As vezes não é tão simples e é muito fácil se ver sobrecarregada.

Isso vai acontecer muitas vezes. Mas, tranquila! Outra vez você vai conseguir superar essa fase e tudo vai acabar indo sobre rodas de novo.

O ser humano se adapta muito rápido a tudo. Custa, claro que custa. Porque ao fim e a cabo é sair da sua área de conforto. É aprender, é reaprender.

 

E, acredite, mamãe. Ainda assim, ainda com 2 você tem tempo, sim. E senão pergunte para as mamães de 3, de 4 ou mais.

Também, é verdade que os maiores vão crescendo e já não são tão dependentes, já não dão tanto trabalho e até já podem dar uma mãozinha com os pequenos.

 

A questão é organização, sentido comum, adaptação… e autocontrole.  Sim! Você vai se desesperar alguma vez, você vai se sentir impotente. Por momentos, até vai pensar: “Onde foi que eu me meti!” Não se sinta culpada por ter esses sentimentos.

É completamente normal se sentir assim de vez em quando. É parte da maternidade, é parte do nosso crescimento interior.

 

Com este artigo eu não pretendo te assustar. Ao contrario. Quero que você esteja preparada para o que possa suceder e que não te pegue desprevenida. Porque quando advertidas, quando estamos preparadas e nos esperamos os acontecimentos como normais, tomamos as coisas de outra maneira. Sabemos melhor como enfrenta-las, como reagir. Reconhecemos o que está acontecendo e vemos a coisas com outros olhos. Não nos assustamos.

Tweet: A maternidade não é um caminho de rosas. Mas vale a pena. Se não valesse, ninguém repetiria, tenha certeza. @canalmaternal

A maternidade não é um caminho de rosas. Mas vale a pena. Se não valesse, ninguém repetiria, tenha certeza.

 

E lembre: o tempo é relativo.

Antes de ter filhos eu achava que as horas do dia não davam para nada. Queria fazer tantas coisas (entre elas dormir e descansar) e quando me dava conta já era de noite outra vez.

 

Tive a Sara e pensei: “Ai meu Deus! Por que eu não aproveitei antes para fazer tudo o que tinha vontade?” Não tinha tempo nem para mim.

Tive a Anxo e quase me desesperei! “Agora sim que não tenho tempo!!!”

Agora que tenho os 2, parece que é quando eu faço mais coisas à vez: trabalho, escrevo este blog e faço um monte de cursos sem parar. E ainda penso num terceiro!

Qual o segredo? Não vou dizer que tenho mais tempo agora porque não é verdade. Mas aprendi a administá-lo melhor.

Gostaria de fazer mais coisas? Claro que sim! Mas agora meus filhos me necessitam mais que nunca. E só é uma fase que logo passa. E quero aproveitar ao máximo!

Pense nisso.

dr-sugiyama-font

 

Como você vai levando a sua maternidade? Acha que não tem tempo para nada? Conta para a gente como  se organiza com os filhos.

 

 

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